Galápagos - Las Grietas

Las Grietas

Sem dúvida uma das mais belas atrações de todo arquipélago de Galápagos, Las Grietas é formada por dois grandes paredões de rochas vulcânicas atravessadas por um braço d’água incrivelmente cristalino. Este canal apresenta uma ligação entre água doce da ilha e água do mar, o que torna sua água salobra pela mistura dessas duas fontes.

Uma das grandes vantagens de Las Grietas é poder ir sem ter que comprar nenhum pacote ou contratar guia. Há, claro, quem opte por estas comodidades, mas na minha avaliação é um gasto desnecessário. Segue um roteiro de como aproveitar bem o passeio sem torrar muitas verdinhas.

Placa informativa sobre Las Grietas

Para ir a Las Grietas é preciso pegar o taxi marinho no porto em Puerto Ayora, no valor de 80 centavos de dólar por pessoa. Esse taxi deixa num outro ponto da ilha, a uns cinco minutos de distância (ou menos).

Trilha para Las Grietas

Na sequência há uma trilha que leva até a Praia dos Alemães, com uns 10 minutos de caminhada. É uma bela praia no meio do caminho, mas não se detenha nela. Vale mais a pena seguir por mais uns 15 minutos e chegar até Las Grietas, o verdadeiro destino do passeio. Acreditem, a qualquer minuto pode chegar uma excursão cheia de turistas e crianças capazes de transformar um pedaço do paraíso na mais autêntica farofa tropical.

 Os locais de sombra são muito poucos. Garrafinha d'água sempre à mão!

Todo o caminho é bem sinalizado sobre onde entrar e, principalmente, sobre onde NÃO entrar (as propriedades particulares deixam clara a situação pra quem passa pelas suas entradas). Não é uma trilha que exige muito esforço, mas também na em quase nenhuma sombra. Então leve sempre chapéu (ou boné), protetor solar, um calçado confortável e água. Muita água! Tem até um boteco no meio do caminho, onde é possível comprar algum salgado pra comer e uma cerveja bem gelada. Mas isso é raridade nas ilhas quando se vai a alguma atração. Não conte com ele e leve sempre com você esses itens de primeira necessidade.

Tinha um cacto feliz no meio do caminho

Las Grietas é um lugar maravilhoso e vale a pena ir cedo pra pegar o local com menos gente e com boa incidência dos raios solares. A água é cristalina e dá pra ver o fundo direitinho, ainda mais quando bate sol. (Não se esqueça, lá é literalmente uma greta, e não passa sol por ela o dia inteiro). Lugar perfeito pra levar viseira e snorkel e abusar do mergulho.  A água é fria mas o corpo se acostuma bem rápido.

Gordinho tentando estragar a foto

Depois de mergulhar nas águas de Las Grietas, entes de ir embora, há ainda uma opção da qual li pouco a respeito na internet. Quase chegando no local há uma pequena entrada à esquerda que leva para um mirante tanto da ilha quando da própria greta. Lugar excelente para tirar as melhores fotos do passeio e ver uns nativos malucos pulando na água de grandes alturas.

 Praia dos Alemães

No caminho vê volta, vale a pena dar uma parada na Praia dos Alemães. Águas cristalinas, super calmas e rasas, ótimas pra relaxar (especialmente se você se cansou das caminhadas). Cuidado apenas com os locais de nidação de iguanas, que estão fartamente sinalizados. Preservação é a ideia presente em todos os locais do arquipélago.

No fim das contas, tenha reservados os 80 centavos do taxi marinho da volta ao porto de  Puerto Ayora.

Paisagem no retorno ao porto de Puerto Ayora

Resumindo o essencial:
- levar o kit básico de qualquer bom passeio em galápagos: chapéu (ou boné), protetor solar, calçado confortável e água;
- chegar bem cedo ajuda a pegar a água mais bonite e com menos chance de farofada;
- levar snorker e viseira para mergulho;
- passar pelos mirantes e tirar lindas fotos;
- conferir a Praia dos Alemães no caminho de volta.

Até a próxma!

Comentários

Anônimo disse…
Massa, Breno!! Nota dez! Estou esperando os próximos posts. JB
Wagner Dutra disse…
Muito legal !
Anônimo disse…
Pra quem organiza a própria viagem, sei relato é rico em detalhes e ajuda muito! Obrigada!
Você foi em que mês? Quanto tempo ficou?!
Breno Romanini disse…
Muito obrigado, Anônimo!
A viagem aconteceu em abril de 2014, e fiquei 8 dias no arquipélago. Poderia ficar bem mais!
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