Já perdi as contas de quantas
vezes fui a Buenos Aires. A cada vez que vou, a vontade de voltar só cresce.
Seja por estadias mais longas ou apenas para escapadas de um final de semana
prolongado, o tempo passado na terra dos hermanos
me parece sempre muito curto.
A capital argentina é um lugar
onde me sinto em casa. Nossa relação é tão próxima que em vários lugares aonde
vou o celular conecta automaticamente no wi-fi,
numa moderna demonstração de verdadeira intimidade. Ainda assim, cada reencontro
traz uma surpresa, pra manter a paixão acesa, sem cair na rotina.
Passeando entre quinquilharias da
feira de San Telmo ou batendo perna pelos agitados bares de Palermo Soho, há
sempre algo novo (ou velho!) para se conhecer. O encanto se revela nas suas
formas um tanto rebuscadas, um ar meio nostálgico de tempos áureos e na clara inspiração
europeia temperada com os dramas e paixões dos latinos que vivem abaixo do
Equador.
Essa é uma mistura que me
conquistou de primeira, que me atrai como ima e me causa um homesick às avessas. As saudades de uma
cidade em que um dia moraria. Ou morarei.
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