A Netflix librou ontem (08/06/2018) a season finale de Sense8, num episódio especial que não estava nos planos da plataforma. Foi uma concessão à gritaria geral contra o cancelamento prematuro da série após a segunda temporada. A estória seria interrompida abruptamente, com protagonistas em risco, perguntas sem resposta e diversas pontas soltas. Produtores e fãs conseguiram duas horas e meia para encerrar tudo isso da maneira mais digna possível.
O que se viu foi uma correria que lembra último capítulo de novela, mas com paisagens e capricho típicos de primeira semana. Nas duas temporadas a série teve varias tranas desenvolvidas em diversos países simultaneamente. O mais legal era ver como os protagonistas interagiam e se ajudavam, cada um com suas habilidades específicas, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância.
Nesse final da série, com pouco tempo pra resolver todas as tramas em aberto, tudo teve de ser diferente. Muita ação em poucas locações. Muito sangue, tiro, porrada e bomba. Quase todos os personagens se juntaram e absorveram a complexa relação sensorial em questão de minutos. Não havia tempo a perder.
Tramas secundárias foram “resolvidas” abruptamente, quando não foram simplesmente abandonadas. O imbróglio central avançou em velocidade de cruzeiro. O que normalmente demoraria episódios inteiros pra se revelar foi mostrado em poucas conversas. "Fortalezas" se mostraram estranhamente vulneráveis. Hackear sistemas nunca foi tão fácil. Para uma estória tão cheia de detalhes e que tinha tanto a esclarecer, não é a solução ideal. Paciência. Foi o que deu pra fazer.
Se o desenvolvimento da série não foi como imaginavam seus idealizadores, este episódio especial deu ao menos um final digno à série. Foi o possível e até um luxo para um produto tão caro que sequer teria mais nenhuma filmagem. Esta season finale foi escrita claramente pra agradar fãs espalhados em todo o mundo. Pode não ter desenvolvido todas as minúcias previstas originalmente, mas com certeza conseguiu transmitir sua mensagem.
Num mundo cheio de diferenças de todos os tipos, no fim, acabamos todos juntos e misturados. Por mais diferente que sejamos, todos queremos mesmo é amar e ser felizes. Então o melhor é deixar de lado os preconceitos, relaxar e gozar.



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