Silverstone: a corrida só termina quando acaba

O sorriso do vendecdor
O Grande Prêmio da Grã Bretanha em Silverstone, na Inglaterra, poderia ser mais uma corrida em que as maiores emoções acontecem na largada, sem muitos destaques por dezenas de voltas. Pensei que seria assim pois tirando o bom desempenho de Verstappen brigando com as Ferraris nas primeiras curvas a confusão entre os carros da Toro Rosso primeira volta, pouco se viu de destaque no restante da corrida.

Bela briga entre Vettel e Verstappen
Vettel e Verstappen protagonizaram uma bela briga na 14ª volta, mas o alemão só passaria o holandês algumas voltas mais tarde, nos boxes, levando vantagem na troca de pneus. Riccardo teve bons momentos de ultrapassagens, pois largou na última fila (19º)  e terminou em 5º. Boa recueração também para Bottas que, punido, largou em 9º e garantiu um pódio ao passar Vettel faltando poucas voltas para o final. Naquele momento, conquistava a 3ª colocação.

O drama de Vettel na últma volta
A duas voltas para o final o resultado parecia definido, com Hamilton em primeiro, seguido de Raikkonen, Bottas e Vettel. Estranhei muito quando quase no fim da corrida a Ferrari chamou Raikkonen para troca de pneus. Aquilo me pareceu estratégia para fazer Vettel ganhar uma posição e faturar uns pontinhos a mais. Mas as suspeitas de teoria da conspiração foram embora quando a tela mostrou Vettel com o pneu dianteiro esquerdo furado se arrastando na pista e perdendo posições. Acabou em 7º.

Para registro, Massa teve uma corrida sem muitos destaques, mas conseguiu levar sua Williams aos puntos com a 10ª posição.

Resultado oficial da corrida
Deu pra ver que a máxima futebolística de que “o jogo só termina quando acaba” também vale para a Fórmula 1. Nada está garantido até a bandeira quadriculada ser agitada para o vencedor.

Para o campeonato, o resultado foi excelente. A vantagem de Vettel sobre Hamilton na liderança caiu para apenas um ponto, e a disputa está totalmente aberta.

Como espectador, a calmaria da maior parte da prova foi compensada pelas emoções reservadas para as últimas voltas. Mas gostaria mesmo de uma corrida com pais agito durante toda sua duração. Olhando apenas pelo lado do entretenimento, diria que a corrida foi “salva pelo gongo”.

A torcida mais perto dos seus ídolos
Como torcedor, fico feliz em ver a torcida britânica poder entrar na pista ao final para acompanhar mais de perto a comemoração no pódio, e só lamento que a organização do GP Brasil não tenha a mesma atitude com o público brasileiro. Ainda espero pelo dia que poderei acessar a pista de Interlagos de forma ordeira, sem que a festa da torcida tenha que ser chamada de “invasão”.

Registro de um vândalo que invadiu a pista de Interlagos no GP Brasil de 2016
Quanto ainda falta para entenderem que é a paixão pelo esporte que move os torcedores pelo mundo inteiro e que a grande distância imposta entre eles e os seus ídolos apenas faz esfriar o entusiasmo dos ainda aficionados fãs do automobilismo? Os novos donos da Fórmula 1 parecem ter percebido isso e as mudanças do ano passado para esse já são nítidas, seja na maior utilização de mídias sociais e até mesmo com sutis melhorias na transmissão. Mas ainda há muito a ser feito. No Brasil, abrir a pista para a torcida, como já é feito no mundo inteiro, já seria um excelente passo.

Crédito das imagens (exceto última foto): TV Globo e Globo.com

Comentários

Unknown disse…
Muito massa, Breno! Já pode mandar um CV pra FG!